O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 30 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XVII - EM MEMÓRIA DO NOME



Inauguração do busto de Pinto Martins. Camocim. 1979. Fonte: blog camocimonline.

Encerrando a série ABRIL PINTO MARTINS, a sensação é de que muito ainda faltou para ser mostrado, mas, virão outros abris. Passado a efusão de homenagens, todo mundo volta para sua vida particular. Nesse sentido, não iremos aqui reprisar os eventos mais importantes na vida de Pinto Martins a partir de então: seu trabalho de pesquisa para a exploração de petróleo no Brasil e sua morte. De alguma forma já o fizemos neste espaço (A morte de Pinto Martins, nº 2, Terça-feira, 2 de setembro de 2012; O Petróleo em Camocim, Sexta-feira, 30 de março de 2012; O Herói Esquecido, 21 de fevereiro de 2011, dentre outros).

Estátua de Pinto Martins. Camocim. Fonte:cearaem fotos.

Hoje vamos enfocar o que ficou da fortuna memorialística em torno da figura do aviador Euclides Pinto Martins. Em Camocim, além da atual Praça Pinto Martins, Aeroporto, Rádio Pinto Martins e Biblioteca Municipal, já existiram a Escola Euclides Pinto Martins, nos anos 1940 por conta da Cruzada Nacional da Educação, que objetivava erradicar o analfabetismo, além do Sonoro Pinto Martins, uma antiga amplificadora e o Grupo de Teatro Amador Pinto Martins. Em forma de monumento,o busto inaugurado no Centenário de Camocim foi parar na Academia Camocinense de Ciências, Artes e Letras. Depois, ergueu-se uma estátua que ainda hoje está na Praça Pinto Martins e depois colocaram um avião da FAB para se comemorar o centenário do voo de Santos Dumont.


Visita ao Túmulo de Pinto Martins. Rio de Janeiro. 1926. Fonte: Revista da Semana.

Em Fortaleza, tem-se um pequeno memorial no Aeroporto Internacional Pinto Martins.
Em Salvador, Bahia, Natal, RN, há ruas Pinto Martins. No Rio de Janeiro, além da capital, vários municípios homenagearam o aviador camocinense.
Outro ponto que se tornou turístico no Rio de Janeiro é o roteiro dos aviadores no Cemitério São João Batista, onde Pinto Martins foi sepultado.
Túmulo de Pinto Martins. Rio de Janeiro. Cemitério São João Batista. 2011. Foto: Alênio  Carlos,

Breve retornaremos com mais curiosidades sobre o homem Pinto Martins.   


sexta-feira, 29 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XVI - NO RIO DE JANEIRO, A APOTEOSE.

Vista aérea da recepção à Pinto Martins e Walter Hinton. Rio de Janeiro. 1923.
Fonte: Revista Fon Fon. nº07, p.31, 1913, Rio de Janeiro.
Ao centro Presidente Arthur Bernardes, tendo à esquerda Pinto Marins e à direita Walter Hinton.
 Fonte:  Revista O Malho 1066, p.27. 1923. Rio de Janeiro
Praticamente todos os veículos de comunicação da época deram destaque à chegada dos aviadores aventureiros que, finalmente, completavam o raid aéreo Nova Iorque-Rio de Janeiro. Naquele 08 de fevereiro de 1923 ainda estava aberta a Exposição Nacional que comemorara o Centenário da Independência em setembro de 1922. A profusão de imagens e textos (em prosa e versos) ofertados a Pinto Martins e Walter Hinton revelam bem a importância que ainda foi dada ao evento, com a presença do Presidente da República Artur Bernardes e outras autoridades da República. A partir de então, sucederam-se homenagens as mais diversas da elite carioca e paulista e de instituições da sociedade civil. A Aviação Naval, por exemplo, promoveu um almoço para os aviadores na Ilha das Enxadas. A Colônia Americana também os recepcionou com almoço no Palace Hotel. Neste mesmo local o Aero Cub Brasileiro ofereceu um banquete onde Pinto Martins foi recebido por Santos Dumont. A Associação Comercial do Rio de Janeiro promoveu um chá dançante no Club dos Diários. O Club Portuguez, o Centro Beneficente Gago Coutinho e Sacadura Cabral e o Centro Maçônico realizaram sessões solenes. A Associação dos Empregados do Comércio de São Paulo, entregaram medalhas a Pinto Martins e Walter Hinton no campo de Indianápolis. Enfim... foram muitas as homenagens.

Recepção à Pinto Martins e Walter Hinton. Rio de Janeiro. 1923.
Fonte: Revista
 Fon Fon. nº07, p.29, 1923, Rio de Janeiro

Na foto acima percebe-se três momentos do acolhimento festivo aos tripulantes do Sampaio Correia II, desembarcados na Baía de Guanabara. De cima para baixo temos: Pinto Martins sendo flagrado antes do desembarque; tripulantes do hidroavião se deixando fotografar com o Presidente do Aero-Club Brasileiro o senador Sampaio Correia e abaixo a "colossal massa popular que, premindo-se no recinto da Exposição, aguardava a chegada dos aviadores".
A Revista O Malho, por fim saudou aos aviadores que superaram o roteiro acidentado de cerca de 6.000 milhas náuticas :
- Glória ao aviador patrício, ao nosso extraordinário Pinto Martins! Glória ao aviador "yankee" Walter Hinton - os heróes do maior feito aéreo do  mundo! 

Fonte: Revista Fon Fon,  nº07, p.29-31, 1923, Rio de Janeiro,
            Revista O Malho 1066, p.27. 1923. Rio de Janeiro






quinta-feira, 28 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XV - DE CAMOCIM AO RIO DE JANEIRO

Pinto Martins em Aracti. 1922, Fonte: fortalezaemfotos.blogspot.com.br
Antes de chegarem em Camocim, um boato correu pela cidade de que não mais Pinto Martins pousaria em Camocim. Superada as desconfianças por um telegrama do próprio aviador avisando sua parada em solo camocinense, fizeram-se as devidas homenagens e a partida no dia seguinte  20 de dezembro de 1922, as 7 horas da manhã. No livro Pouso da Águia, o autor grafa 8h16min. Afora isso, cogitou-se que os aeronautas amerrisariam em Fortaleza, o que não aconteceu, segundo se conta, devido o mar revolto da enseada do Mucuripe

O Sampaio Correia II, depois de Camocim só parou em Aracati, de onde Pinto Martins telegrafou para a Associação de Escoteiro do Alecrim, informando que chegariam na capital potiguar em 21 de dezembro de 1922. Natal, naquela época tinha apenas 25.000 habitantes. Ás 12:45, o hidroavião pousou no Rio Potengi onde em suas margens, uma multidão esperava os aviadores, que foram recebidos efusivamente. Os aviadores visitaram o governador Antonio de Souza no Palácio do Governo, onde prestaram uma homenagem ao aeronauta potiguar Augusto Severo, que havia morrido ao pilotar seu dirigível “Pax” em Paris, na França, no ano de 1902. Apesar de estar programado vários eventos para o dia seguinte, a comitiva de aeronautas partiu cedo sem dar maiores explicações. o que gerou constrangimento na imprensa potiguar.

Pinto Martins no Rio Potengi. Natal. 1922.
Logo após decolarem do Rio Potengi, o “Sampáio Correia II” apresentou problemas no motor esquerdo, próximo a fronteira com a Paraíba, forçando-os a amerissar. Somente no dia de 25 de dezembro, em pleno feriado de Natal foi que seguiram viagem para Recife. No entanto, uma nova pane obrigou os aeronautas pararem em Cabedelo, na Paraíba, quando foi realizada a troca de um dos motores, fato este que adiou a partida para a  capital pernambucana  somente no final de janeiro de 1923.


Os contratempos surgidos até o destino final terminaram e só assim o “Sampaio Correia II” pode passar sem problemas por Maceió, Salvador, Porto Seguro, Vitória no Espírito Santo e finalmente, Rio de Janeiro, a Capital Federal. Era 8 de fevereiro de 1923 e os tripulantes aproveitaram vários dias de festas em honra ao feito por eles concretizado. Contabilizados os dias, se tivessem vindo de navio, teriam chegado mais cedo, o que diminuiu um pouco o impacto da aventura aérea.

terça-feira, 26 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XIV - A POESIA CAMOCINENSE



Diretoria do Sport Club. 1917. Fonte Revista Fon-Fon. RJ.


Muitas foram as poesias oferecidas a Pinto Martins antes mesmo de sua chegada ao Brasil, quase sempre laudatórias, realçando a façanha aeronáutica que ligaria Nova Iorque ao Rio de Janeiro. Os poetas de Camocim não se fizerem de rogado. No periódico Camocim-Jornal de 19 de dezembro de 1922, que fez a cobertura das festividades em homenagem a Pinto Martins e sua comitiva no Sport Club, trouxe o soneto  "Saudação" do poeta e jornalista Raul Rocha, que transcrevemos abaixo:


SAUDAÇÃO

O nosso Camocim prepara-se garboso
Para vos receber, festivo e delrante. 
Cavatinando o mar seu hymno triunphante

Saúda-vos também - alegre e magestoso! 

No firmamento o sol mostrou-se mais radioso,

A terra se tornou jardim mais odorante;
E a luz unida à flor, num halo deslumbrante;
Vos vem glorificar com o povo jubiloso!

Dos lábios virginaes harpejos de harmonia
Sahem rouxinoleando em doce orchestração
Vibrando a marselheza que n'alma psalmodia 

Na augusta cathedral de nosso coração

Rimbalha festival o sino da alegria
Como se musicasse a nossa SAUDAÇÃO!

Ruínas do Sport Club. Fonte: Arquivo do blog.

Por outro lado, designado oficialmente para oferecer um poema ao aviador camocinense, o cidadão Pedro Morel assim se referiu ao ilustre conterrâneo, poema este recolhido por Eduardo Campos, no livro Pouso da Águia.

Vinde até nós, condores que do espaço
Baixais, após fendê-lo heroicamente,
Vinde, que o nosso coração fremente
Quer vos cingir n'um fraternal abraço.

Águias, que pelo Azul, serenamente... 

(obs:a obra não revela totalmente, o segundo quarteto)

Vinde até nós, intrépidos voadores,
Do ar e do empíreo azul dominadores
Receber nossas justas orações!

E agora um "hurrah" que atravesse os povos
Aos nossos bravos hóspedes, aos novos
Aos novos Montgolfiers, novos Gusmões!



sábado, 23 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XIII - A CHEGADA E ESTADIA EM CAMOCIM

População recepcionando Pinto Martins em Camocim. 1922. Foto: Dominio Público.
Afora a série que ora escrevemos sobre o feito de Pinto Martins, de há muito tempo o blog Camocim Pote de Histórias vem destacando o aviador camocinense. Deste modo, uma breve pesquisa traz informações importantes sobre o raid aéreo, sua estada em Camocim e sua morte. Dentre outras, já focalizamos a Ata da Sessão Magna realizada no então Sport Club, onde foi homenageado, a Banda Lyra Camocinense, que animou o baile, a escola em seu nome, nos anos 1940, a pesquisa de petróleo em Camocim e sua relação com Pinto Martins, considerado um dos pioneiros no estudo da extração do mineral no país, os 90 anos do voo Nova Iorque - Rio de Janeiro, as comendas e festas em sua homenagem, além de um projeto que imaginei e denominei de Memorial Pinto Martins a ser construído na praça de mesmo nome. Portanto, é só acessar e reviver estes escritos. 
Mas continuemos com a série! A foto acima capta o exato momento em que o hidroavião fazia manobras para amerrisar no Rio Coreaú. A expectativa foi criada pelo telegrama de Pinto Martins dizendo que pousaria em sua terra natal. Como já dissemos anteriormente, este foi um gesto que ainda hoje repercute e liga o nome de Pinto Martins a Camocim e ao da aviação. Saído daqui com dois a três meses de idade e batizado e registrado em outra cidade de outro estado, Pinto Martins não tinha ideia de onde nascera e, talvez por isso, tenha incluído essa parada na escla do voo. Além do mais, a data prevista de chegada ao Rio de Janeiro já havia sido alterada para além de três meses, e um dia a mais ou a menos, não implicaria em muita coisa.
Os poucos escritos sobre a passagem da tripulação do Sampaio Correia II dão conta da agitação que a cidade viveu. Ao povo foi feita a conclamação para chegada do ilustre conterrâneo, que, como mostra a fotografia, acorreu em grande quantidade às margens do Rio Coreaú, por volta de uma hora da tarde de um dia claro e quente. Pinto Martins comandava o hidroavião quando fez o pouso. Aos ricos do lugar  coube a tarefa de receber os aeronautas tanto no mar, quanto na terra, designadas comissões que tiveram a tarefa de desempenhar tal mister. O Camocim Jornal divulgou o programa de festividades.  "Pinto Martins e comitiva seguiram para a casa de Tobias Navarro, conhecida como "o palacete da nobreza de Camocim", segundo o relato de Eduardo Campos, e local escolhido para o pernoite dos visitantes. Na chegada, Tobias Navarro ofereceu um almoço aos ilustres convidados especiais". Aliás, para quem quer saber os detalhes dos detalhes, precisa ler o livro de Eduardo Campos, "O Pouso da Águia", para entender melhor este fato. Outra fonte interessante é a do nosso saudoso cronista Artur Queirós em  "Recordações Camocinenses e Outras Memórias". 
À noite, mais homenagens esperavam os aviadores no Sport Club, hoje em ruínas, ainda a guardar ecos dessa noitada. Baseado em Eduardo Campos, tudo foi planejado nos mínimos detalhes. Após os discursos e a declamação de soneto do poeta Raul Rocha, a banda de música (contratada também como orquestra de dança) deu início ao programa musical do baile. Assevera o autor que Pinto Martins era um pé-de-valsa e, 'sempre que era solicitado, não dispensava uma dança. "A orquestra parou de tocar à meia-noite e, em seguida, foi servida a ceia. ....Era um desfilar de pratos, acompanhados de Medoc, o tinto francês a correr farto".
Com alguma ressaca e cansaço, os areonautas prosseguiram viagem no dia seguinte,  20 de dezembro de 1922, as 7 horas da manhã, cumprindo o horário pré-estabelecido rumo à próxima parada, Aracati. 
Na próxima postagens, enfocaremos mais detalhes de Pinto Martins em Camocim!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XII - A PASSAGEM PELO NORTE DO BRASIL

Sampaio Correia II no Pará. 1922.
 Fonte:http://blog.opovo.com.br
Entre primeiro e dezenove de dezembro de 1922, Pinto Martins e Walter Hinton experimentaram a hospitalidade do povo do norte do país. Já em espaço aéreo brasileiro, os aviadores passaram pela Ilha de Maracá, Belém, e Bragança onde  foram obrigados pousar , por causa de um temporal, no Rio Caeté. No dia 14 de dezembro, depois de terem ficado três dias em Bragança,  seguiram viagem para São Luís do Maranhão, onde desceram ao meio dia na Baía de São Marcos, desembarcando na Ilha de São Luís, onde ficaram até o dia 19.  O jornal O Estado do Pará recolheu as impressões do voo através do depoimento de Pinto Martins:
"Quando levantamos vôo de Caiena encontramos forte temporal pela proa. Rompemos o mau tempo com dificuldade, mas tivemos de procurar abrigo. Tomei a direção do aparelho (ele era co-piloto) e depois de reconhecer o Rio Cunani aí descemos às 3:30 hs. O tempo, lá fora, era impetuoso e ameaçador. Não nos foi possível prosseguir e passamos a noite matando mosquitos e com bastante fome, pois não contávamos interromper a rota…"

Durante a estada no Pará e no Maranhão, os aviadores receberam várias homenagens. Os custos com as festividades, no entanto, não apareceram nas páginas dos jornais. Contudo, nos relatórios do Governo do Pará, os gastos com a recepção aos aviadores Sacadura Cabral,  Pinto Martins e Walter Hinton, Exposição Internacional do Rio de Janeiro e festejos do Centenário da Independência, estavam na mesma rubrica (Verbas Eventuaes). Em todas estas festividades foram gastos o montante de 10.421:793$713 e arrecadados apenas 8.120:172$152, apresentando, portanto, um déficit de 2.301.621$561.
A próxima postagem tratará da chegada de Pinto Martins a Camocim.

Fonte: Relatório dos Presidentes dos Estados do Brasil. Pará. 1923, p.07.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XI - A CHEGADA EM TERRAS BRASILEIRAS

Porto de Belém. 1922. População esperando o "Sampaio Correia II.
Fonte:https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=113240&ctd=55&tot=125&tipo=54
Passado o tempo necessário em Trinidad e Tobago para os reparos no Sampaio Correia II, finalmente em 21 de novembro de 1922 a viagem foi retomada com destino à fronteira brasileira. No percurso, Georgetown  na Guiana Inglesa, dali para Paramaribo, Guiana Holandesa, Caiena , Guiana Francesa e, finalmente em  1º de Dezembro, pousam no Brasil, Estado do Pará, no Rio Cunani, ao norte da foz do Rio Amazonas
Na descrição da Revista da Semana, o cronista registrou:
Novos trinta dias decorreram, até que elles, reparando o grande avião dannificado, pudessem attingir as escalas prefixadas, Georgetown, Paramaribo e Cayenne, capital das Guyannas. O território brasileiro estava a dois passos, apenas à distancia de um vôo. Depois de duas amaragens forçadas. dormindo uma noite no rio Canani, que corta as Guyannas Brasileiras, Hinton e Martins attingiram afinal a "Terra do Ouro e da Esmeralda", no pequeno ancoradouro dos pescadores da Ilha de Maracá". (Revista da Semana, RJ, nº 26, p.29, 1923).
Como aconteceu por onde passaram, a multidão de populares acorria aos portos para recepcionar os aviadores. Em Belém não foi diferente, conforme nos mostra a panorâmica da fotografia acima.